13 maio, 2016

AMOR DE BANCADA



Prepara-se o jogo, como se fosse última investida para a chegada ao primeiro lugar na Liga do Amor, onde as duas equipas se convertem em apenas duas pessoas e o árbitro se torna os rumores da sociedade.

Luto a cada jogo tal como luto a cada dia que vivo o amor como ele tem que ser vivido,
em que um passe falhado ou uma falta cometida se refere a uma frase mal dada ou um apunhalar do sentimento e confiança da pessoa que me completa.
E aí...
Aí vem a primeira advertência com um cartão amarelo, como forma de aviso que também ela te quer ter presente no jogo, mas para isso tens que saber jogar, onde amas de verdade e sabes respeitar o jogo da equipa adversária.
O jogo continua a bola rola para um lado e rola para o outro, ambos achamos que temos o domínio da situação até que em mais uma investida menos calculada vem a sociedade relembrar que o amor tem que ser vivido e partilhado com respeito mutuo como se de uma final se tratasse.
Porque também ela comete faltas e erra passes pela falta de compreensão, e aí vens tu, que com medo de te lesionares, és o primeiro a mostrar a tua indignação, até que mais uma vez a sociedade vem para acalmar os ânimos e antes de mais um cartão amarelo, adverte-te que também no Amor se erra se cometem faltas graves e menos graves mas como ser humano que somos sabemos manter o controlo da situação e levamos a bola para a frente em mais um contra-ataque.
É um jogo aceso e onde não há intervalo e os noventa minutos se podem converter numa eternidade ou então termina o jogo com o primeiro cartão vermelho.
E o tempo vai passando, e com o aumentar da confiança de cada equipa, é marcado o tão esperado golo que volta a reavivar o jogo.
É Golo, É Golo, É Golo...
E é aqui que algo inédito acontece, ambas as equipas festejam efusivamente, sem que nenhuma se sinta derrotada ou em desvantagem no marcador, porque o Amor é para ser celebrado em conjunto e vivido em harmonia onde nenhum gosta mais que o outro, mantendo-se neste jogo seja na vitória ou na derrota.
É como se mais um nível se tivesse passado, e dado o ponta pé de saída, continuamos a fazer do Amor um Jogo de Futebol, em que a cada remate chutamos as tristezas, nos dribles ultrapassamos a dificuldades, e a cada golo celebramos o Amor com toda a alegria que o futebol proporciona.

Eu também fui um Jogador que leva algumas advertências e já me mostraram alguns cartões.
Chegando a ponto de subornar o arbitro com receio de incorrer numa expulsão,
desta festa que é o Amor.